sexta-feira, 2 de maio de 2008

ATORES E PRODUTORES DIVERGEM SOBRE A LEI DE INCENTIVO AO TEATRO



A natureza do financiamento de produções teatrais - se público ou privado - e a desigualdade na distribuição de recursos entre espetáculos comerciais e populares foram o foco das divergências entre os participantes da audiência pública promovida, nesta terça-feira (29), pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE), em conjunto com a Subcomissão Permanente de Cinema, Teatro, Música e Comunicação Social. O debate foi o segundo realizado com a finalidade de discutir o anteprojeto da Lei Geral do Teatro, elaborado pela CE com base em sugestões apresentadas por atores e produtores teatrais.
Em defesa da proposta, que mantém o mecanismo de incentivos fiscais previstos na Lei Rouanet, o ator Odilon Wagner, vice-presidente da Associação de Produtores Teatrais Independentes, argumentou que a centralização de recursos no eixo Rio-São Paulo não é causada pelo mecanismo de captação de recursos, mas por falha na distribuição das verbas pelos órgãos públicos. Segundo explicou, o anteprojeto busca um novo modelo de gestão dos recursos. Odilon Wagner também defendeu a criação de uma Secretaria Nacional de Teatro, no âmbito do Ministério da Cultura, conforme previsto na proposta dos artistas.
- Nosso foco aqui deve ser a gestão cultural. O Ministério da Cultura parece falido e a Funarte, engessada. Queremos uma secretaria específica para o teatro, para ser gerida por pessoas do setor - salientou.
Também favorável à proposta, a atriz e produtora Irene Ravache disse que os profissionais que fazem teatro comercial enfrentam o preconceito daqueles que fazem "teatro de rua". Ela comentou ter-se tornado produtora para buscar os recursos necessários à montagem de peças teatrais e negou que atores mais conhecidos tenham facilidade em conseguir patrocínio para suas peças.
- Não conheço nenhum produtor de teatro milionário. Todos estão tentando pagar suas contas, dando emprego para muita gente. Quem faz o chamado teatro comercial está fazendo algo de qualidade, que também é modificador do ser humano - argumentou.
No mesmo sentido, a produtora Tatyana Laryssa Rubim considerou que os problemas estão no processo de aprovação de projetos pelo Ministério de Cultura. Para ela, uma Lei Geral do Teatro será uma ferramenta de política cultural capaz de aperfeiçoar a parceria entre a iniciativa privada, os profissionais de teatro e o governo.
Críticas
Contrário à proposta, Ney Piacentini, presidente da Cooperativa Paulista de Teatro, avaliou que o anteprojeto repete os erros da Lei Rouanet. Ele defendeu proposta de fomento ao teatro baseado no financiamento público do setor. Para Piacentini, atualmente os recursos captados por incentivos fiscais têm sido manipulados pelo marketing empresarial, "favorecendo uma elite", em detrimento dos pequenos e médios projetos. Assim, reivindicou a manutenção de um fundo de cultura e o direcionamento de recursos por meio de editais.
- Cultura é um direito, como a educação. Uma politica pública nesse setor deve ser voltada à população. Sou contra a mercantilização do teatro - opinou.
No mesmo sentido, Oséas Borba Neto, representante do setor no Conselho Nacional de Políticas Culturais, observou que a nova lei deve contemplar as diferenças existentes no país. Ele apontou distorções entre as regiões brasileiras em termos de acesso a recursos para a produção teatral, mas também ressaltou a existência de discrepâncias nesse acesso até dentro de uma mesma região.
- O teatro é para o povo. A responsabilidade do Senado é atender ao Brasil, e não apenas ao interesse de pequenos grupos - frisou.
Buscando a agregação de esforços, o ator e diretor teatral Amir Haddad lembrou que empresários e políticos podem ganhar com o investimento em arte, "que dá voto e retorno financeiro". Ele apelou aos políticos para que façam uma lei "com responsabilidade", de forma a assegurar o fortalecimento do setor.


Iara Guimarães Altafin / Agência Senado(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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Mais Informações:





terça-feira, 22 de abril de 2008

FESTIVAL TRAZ REPRESENTAÇÃO DA DANÇA EM PERNAMBUCO


Pernambuco em Dança é o nome do festival que acontece no Recife na próxima semana. Reunindo mais de 50 grupos de dança de todo o Estado, o evento tem coordenação geral de Fred Salim, delegado do Conselho Brasileiro da Dança. O festival acontece no Teatro do Parque, entre os dias 24 e 27 de abril e no Pátio de São Pedro, no dia 28. A cada dia, o festival será dividido em duas partes. Na primeira, uma apresentação de um espetáculo completo e, após intervalo, vários grupos apresentam mostras curtas de seus espetáculos.

O evento surgiu a partir do Dia Internacional da Dança, que teve início em 2001, e cresceu até tornar-se o Pernambuco em Dança. Criado com o objetivo de inovar e diferenciar dos Festivais de dança do nosso estado, com um perfil próprio e diferenciado dos outros festivais, dando oportunidade a Grupos, Companhias, Escolas e Academias de dança do nosso estado de mostrar seu trabalho sem qualquer preconceito de estilo. O Pernambuco em Dança é uma Realização de Fred Salim e Paula Azevedo Produções Artísticas.

Os homenageados do festival são as bailarinas Duda Braz, Claudia São Bento os bailarinos e coreógrafos Black Escobar, Ubiracy Ferreira, Rogério Alves, Mika Silva e André Madureira; o Secretário de Cultura João Roberto Peixe; o Presidente da Fundação de Cultura Fernando Duarte; a Presidente da FUNDARPE Luciana Azevedo; a Coordenadora de Artes Cênicas da FUNDARPE Teresa Amaral e uma Homenagem Especial ao Prefeito João Paulo e a Jornalista Jô Mazzarolo da TV Globo.


SERVIÇO:
Pernambuco em Dança

De 24 a 27 de abril - Teatro do Parque - 18h30
Ingresso: R$ 5,00

Dia 28 de abril
Pátio de São Pedro - 18h30
Aberto ao público.

sábado, 19 de abril de 2008

PE QUENTE – A CULTURA NA TV

No último dia 09 de abril, o Grupo João Teimoso realizou no Teatro Hermilo Borba Filho, as filmagens de um programa Piloto, chamado PE QUENTE, que tem o objetivo de abrir espaço a cultura de Pernambuco, nas suas mais diversas linguagens.

O Programa será de auditório e além das atrações em música, grupos de dança e performances, também terá uma gincana cultural, entrevistas e dois quadros com personagens.

Apresentado por Fernanda Michele e Gabriela Quental, tem a produção do Grupo João Teimoso e a Direção Geral é de Oséas Borba Neto.
Além das Assistentes de Palco::
- Angélica Liana
- Carol Xavier
- Cindy Noel
- Joana Carla
- Marcela Nogueira
- Myllena Andreza

Agora é só aguardar este programa que chega com força total, para divulgar a cultura e a arte de Pernambuco!!!

ArteCiência 2008


Curiosamente, a expressão "Estado da Arte" nem é recente, nem surgiu no meio artístico. Ela surgiu por volta de 1910, entre tecnólogos, para dizer da vitalidade do experimentar e da obtenção de resultados, erros e aperfeiçoamentos.

Ela é também um registro de uma proximidade entre esses dois campos do conhecimento, tidos como distintos e imiscíveis. Talvez, tal aproximação tenha se dado, ao longo dos últimos séculos, mais formalmente que na prática. Recentemente, seja pela maior disseminação dos conteúdos científicos e tecnológicos para a população, seja pela necessidade de maior entendimento do impacto dessa disseminação de conhecimento, seja ainda por uma tendência crescente a se valorizar o pensamento criativo sob suas diferentes formas, uma maior atenção vem recaindo nessa região fronteiriça (ora mais fluida,ora mais concreta) entre os fazeres artístico e científico.

Para discutir, pensar e divulgar essa interface - pensando o processo a partir de sua história e movendo-se para suas perspectivas – será realizado o ArteCiência 2008, no Espaço Ciência, Olinda-PE.

Serão cinco oficinas e um seminário, onde a sociedade é o convidado especial para participar e refletir sobre a importância dessas duas componentes fundamentais da Cultura brasileira, enquanto universo e memória.


Mais Informações no Site: www.arteciencia2008.com.br


Contatos:

Bruno Monteiro: 81 8845-2094

Nara Cavalcanti: 81 9959-2259

sexta-feira, 11 de abril de 2008

A dança contemporânea que cabe no futuro

Por Arnaldo Siqueira (Curador do Projeto Dança Contemporânea no Apolo-Hermilo e Gerente de Atividades Pedagógicas do Centro de Formação e Pesquisa das Artes Cênicas Apolo-Hermilo)

O Centro de Formação e Pesquisa das Artes Cênicas Apolo-Hermilo apresenta a sexta edição do projeto Dança Contemporânea no Apolo-Hermilo, a ser realizada nos meses de abril e maio de 2008. Este ano o projeto se orgulha de organizar uma programação com trabalhos praticamente inéditos. Fato que se constitui um indicador de alterações significativas na rede produtiva da dança que há bem pouco não mostrava fôlego suficiente para, já no início do ano, apresentar um conjunto de trabalhos prontos para estrear.

Atento ao desenvolvimento da dança no Recife, o projeto Dança Contemporânea no Apolo-Hermilo desenvolve ações voltadas para cada uma das quatro etapas do sistema de produção cultural: a Produção artística propriamente dita, por meio do fomento à criação; a Circulação, através da mostra dos trabalhos; o Acesso, com preços populares, e o Uso (Consumo), via promoção do pleno desfrute das obras envolvendo seus aspectos formais e de conteúdos por meio do programa de apresentação do projeto.

Este ano são apresentados dez trabalhos com poéticas individuais peculiares. Quatro deles pertencem a coreógrafos consolidados e conhecidos no cenário local e nacional ─ Airton Tenório, Cláudio Lacerda, Isabel Marques e Ivaldo Mendonça ─ e seis da nova geração de criadores ─ Tainá Barreto, Wolder Wallace, Adriana Carneiro, Isabel Ferreira, José W Júnior e Priscilla Figueirôa. Os quatro últimos integram a um núcleo de criação oriundo do Programa de Qualificação de Coreógrafos desenvolvido no Centro Apolo-Hermilo há um ano.

Desse modo a programação contempla as estratégias, processos e pensamentos de dança daqueles que, já tendo desbravado fronteiras, hoje trabalham delineando campos, consolidando e sistematizando conhecimentos. Atuam no domínio da sintonia fina.

Por outro lado, o projeto contempla também os criadores da nova geração e suas inquietações criativas, que apesar de discursos diferenciados, em geral, convergem para a mesma tribuna: a dos questionamentos sobre o fazer artístico, seus objetivos e suas possibilidades. Em outras palavras, o eixo desta edição de 2008, num exercício de equilíbrio, balança com um pé no passado e outro no futuro. E, assim, o projeto oportuniza a discussão acerca da produção recente da dança no Recife.

A exemplo da edição passada, a deste ano dá continuidade à meta de ampliar e consolidar parcerias, não só com os artistas (hoje considerados os maiores partners do projeto) e com iniciativas como a do Movimento em Revista (através do Movimendo Dança Recife), mas também junto a projetos artísticos na área da dança contemplados por prêmios ou aprovados em leis de incentivo à cultura, como são os casos dos projetos: Coreológicas Recife, incentivado pelo FUNCULTURA, e da pesquisa prática Pele e Ossos, da Cia. Etc., contemplada com o Prêmio Klauss Vianna da FUNARTE.

Espetáculos
Teatro Hermilo Borba Filho
Sextas, sábados e domingos 20h
R$ 10 e R$ 5

programação:

:: 11, 12 e 13 de abril
Tempo Fragmento Ivaldo Mendonça, Maria Agrelli e Renata Muniz PE
Direção, coreografia e figurino: Ivaldo Mendonça.
Bailarinos: Ivaldo Mendonça, Maria Agrelli e Renata Muniz.
Trilha sonora original: Júlio Moraes.
Concepção e operação de luz: Eron Villar.
Textos: Renata Pimentel.
Produção: Maria Agrelli e Renata Muniz.

:: 18, 19, 20, 25, 26 e 27 de abril
Sobre sonhos e sobrinhas Tainá Barreto DF/PE
Concepção e interpretação: Tainá Barreto
Assistência de direção: Lineu Guaraldo
Orientação coreográfica: Holly Cavrell (Unicamp)
Pesquisa e preparação corporal: grupo Peleja
Assessoria técnica: Jesser de Souza (Lume Teatro)
Iluminação e confecção de adereços: Lineu Guaraldo
Figurinos: Maria Agrelli

Vento Poeira Larva Cláudio Lacerda RJ/PE
Concepção, direção, coreografia, figurino e interpretação: Cláudio Lacerda
Trilha sonora: Paulo Baiano e Cláudio Lacerda
Iluminação: José Geraldo Furtado
Realização: Cláudio Lacerda
Texto em off: “Vento e Poeira”, Cláudio Lacerda.
Vozes em off: Lúcia Romano, Rubens Tibau, Suely Mesquita, Cláudio Lacerda.
Texto ao vivo: Wong Kar-Wai, Gilles Deleuze, Clarice Lispector.

:: 02, 03, 04, 09, 10 e 11 de maio
Coreológicas Recife Acupe Grupo de Dança PE
Direção geral e assistente de coreografia: Paulo Henrique Ferreira
Concepção, direção e coreografia: Isabel Marques
Intérpretes criadores: Fernanda Lobo, Kizer Carvalho, Mieja Chang, Paulo Henrique Ferreira e Roberta Cunha.
Trilha sonora original: Marcelo Sena
Cenografia, figurino e maquiagem: Wellington Júnior
Plano de iluminação: Saulo Uchôa
Realização: Acupe Grupo de Dança

:: 16, 17 e 18 de maio
Sua mãe, Sua Filha Airton Tenório RJ/PE
Coreografia: Airton Tenório
Bailarinos: Kleber Lourenço e Marcelo Sena

Clínica Contemporânea Wolder Wallace PE
Performer: Wolder Wallace
Músico: Túlio Falcão
Programador de computação: Jarbas Jácome

:: 23, 24 e 25 de maio
Quando eu era... Trupp Cia. De Dança PE
Direção e Concepção: Isabel Ferreira
Coreografia: Isabel Ferreira
Pesquisa coreográfica: Trupp Cia de Dança
Elenco: Fernanda Lobo, Halline Siqueira, Isabel Ferreira, Juliana Siqueira, Roberta Cunha e Thereza Raquel Freitas.

Onde as borboletas não são mais freqüentes José W Jr PE
Direção, Concepção e Iluminação: José W Jr
Direção artística, trilha sonora, textos e vídeo: Pedro Buarque

Estação Adriana Carneiro PE
Direção e coreografia: Adriana Carneiro
Iluminação: José W Júnior

Reflexo Priscilla Figueiroa PE
Direção, concepção e interpretação: Priscilla Figueiroa
Colaborador de estudo coreográfico: Davison Carvalho

terça-feira, 1 de abril de 2008

UMA ÓTIMA COMÉDIA EM CARTAZ


Estreia neste sábado dia 05/abril e fica em cartaz até junho, a comédia musical TRUPIZUPE - O Raio da Silibrina, texto de Braulio Tavares, Direção de José Manoel e Produção de Pedro Portugal, sempre aos sábados e domingos ás 20hs no Teatro do Parque.

FICHA TÉCNICA
Texto: Braulio Tavares
Direção: José Manoel
Direção de Arte: Manuel Carlos
Direção Musical: Walmir Chagas
Arranjos: Beto do Bandolim
Coreografa: Sandra Rino
Preparador vocal: Demetrios Rangel
Plano de luz: Eron Villar
Maquiador: Gera
Contra regra: Elias Vilar
Camareira: Beta
Sonoplasta Claidiney de Castro
Produção executiva: Mônica Maria
Co produçao: Pedro Castro
Produção geral: Pedro Portugal
Elenco: Carlos Lira, Cleusson Vieira, Mário Miranda, Hilton Azevedo, Hilda Torres e Leidson Ferraz